quarta-feira, 25 de abril de 2012

Festival de Cinema de Cannes 2012 - Selecção Oficial



O Festival de Cinema de Cannes vai celebrar 65 anos e para esta comemoração nada melhor que uma selecção de filmes como a que foi apresentada. Em competição teremos "Pela Estrada fora" do brasileiro Walter Sales, "Cosmopolis" realizado por David Cronenberg e produzido pelo português Paulo Branco, "Amour" de Michael Haneke que conta com a actriz Rita Blanco no elenco, "Lawless" entre muitos outros grandes titulos.



Fique com a lista dos filmes em competição.

Moonrise Kingdom
De Rouille D'Os
Holy Motors
Cosmopolis
The Paper Boy
Killing Them Softly
Reality
Amour (Love)
Lawless
Da-Reun Na-Ra-e-Suh (In Another Country)
Do-Nui Mat (The Taste of Money)
Like Sokeone in Love
The Angel's Share
Im Nebel (The Fog)
Beyond the Hills
Baad El Mawkeaa (After the Battle)
Mud
Vous N'avez Encore Rien Vu
Post Tenebras Lux
On the Road (Pela Estrada Fora)
Paradies: Liebe (Paradise:Love)
Jagten (The Hunt)


The Cannes Cinema Festival will celebrate its 65th years old and for this comemoration, nothing better than a movie selection like the one that was presented. In competition we have "On the Road" by the brazillian Walter Sales, "Cosmopolis" directed by David Cronenberg and produced by the portuguese Paulo Branco, "Amour" of Michael Haneke that also includes Rita Blanco in the cast, "Lawless", among many other great titles. 

terça-feira, 27 de março de 2012

New Season

Os Oscars já passaram, os prémios já foram todos entregues e a temporada de cinema correspondente a 2011 já acabou. As novidades começam a chegar aos poucos, numa altura em que as salas não primam pela qualidade dos filmes em exibição, no meio dos filmes feitos para encher chouriços lá aparece um ou outro que nos desperta a curiosidade. "The Hunger Games - Os Jogos de Fome" é o grande destaque deste inicio de temporada: a terceira posição no ranking das melhores aberturas nos Estados Unidos, as comparações que o aclamaram de o próximo "Harry Potter", as criticas positivas, o talento de Jennifer Lawrence e a grande campanha promocional levaram-nos ao cinema para testemunhar-mos o fenómeno. No cinema Português destacamos "Florbela", o novo filme de Vicente Alves do Ó que conta a história da poetisa Florbela Espanca. Infelizmente, ainda não tivemos oportunidade de ver o filme mas não iremos deixar passar a ocasião quando a tivermos.  Os trailers que antecipam os filmes a estrear mais para a frente já começaram a ser lançados. "Prometheus", "On the Road", " Cosmopolis" e " Moonrise Kingdom" são alguns daqueles que nos deixaram curiosos, este último foi entretanto anunciado como o filme de abertura do próximo festival de Cannes.


The Oscars are gone, and the awards have been handed and the 2011's movie season has ended. There's not many new stuff, in a time in which movies that are been released don't have much quality, in the middle of it, we found one that stood out: "The Hunger Games". This film is this week we highlight for the beginning of the new season: the third position in the ranking of best openings in the US, the common comparisons that acclaimed the next "Harry Potter", the positive critics, Jennifer Lawrence's talent and the big promotional campaign lead us to the cinema to witness the phenomenon. In the Portuguese cinema, he highlight "Florbela", the recent movie of Vincente Alves do Ó that tells the story of the poetess Florbela Espanca. Sadly, we haven't got the chance to watch the movie, but we will as soon as we can !The trailers that anticipate the next movies have been released. "Promotheus", "On the Road", " Cosmopolis" e " Moonrise Kingdom" are  some that made us curious, the last was announced as it will open Cannes.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Festival de Cannes - Cartaz Oficial

O cartaz oficial do 65º Festival de Cannes já foi divulgado, prestando assim uma homenagem a Marilyn Monroe. O certame irá decorrer entre os dias 16 e 27 de Maio. Será então por essa altura que iremos ter acesso às estreias mais antecipadas do ano. Recorde-se que "A Arvore da Vida" e "Meia Noite em Paris", ambos nomeados ao Oscar de melhor filme, tiveram a sua ante-estreia mundial no Festival de Cannes o ano passado.


Review - "Extremamente Alto, Incrivelmente Perto" (2011)

Antes de mais, confesso-me como um verdadeiro fã de toda a obra do cineasta Stephen Daldry. Com uma carreira que conta com uma dúzia de anos e com apenas quatro filmes, este é um daqueles talentos que brilha. A sua eficiência e talento estão mais que provados com as nomeações que obteve da Academia. Foi num filme dele que Nicole Kidman e Kate Winslet ganharam um Óscar e Max Von Sydow foi nomeado.
"Extremamente Alto, Incrivelmente Perto" é o seu ultimo trabalho que arrecadou a nomeação para melhor filme pela Academia. Um trabalho que não foi muito bem recebido pelo publico americano mas, pelo menos cativou-me. O melhor do filme é, sem duvida alguma o argumento - uma historia incrível que aborda o amor de um filho pelo pai, apesar de muitos insistirem que o filme é sobre o 11 de Setembro. Esqueçam essa ideia: Como o próprio poster faz questão de dizer: "Não é uma historia sobre o 11 de Setembro. É sobre os dias seguintes".
Em "Extremamente Alto, Incrivelmente Perto" assistimos ao modo como um jovem Oskar Schell (Thomas Horn) lida com a dor da perda do pai no 11/09. Um ano depois da perda, Oskar encontra no fundo de um jarro azul que estava guardado no guarda-roupa do pai uma chave, e com ela apenas uma pista: o nome Black. Decidido a encontrar a fechadura que esta chave abre, Oskar parte numa expedição que o faz lembrar os jogos que fazia com o seu pai, na qual conhece seres humanos incríveis.
Thomas Horn interpreta com distinçao Oskar Schell, um pré-adolescente sobredotado com um raciocínio de rapidez consideravél, extremamente cauteloso e capaz de conseguir bater o recorde de maior numero de palavras ditas num curto espaço de tempo, dada a rapidez com que fala. Apesar de se assumir como uma promessa, as grandes interpretaçoes do filme são de secundários como Max Von Sydow com um papel fantástico mesmo sem pronunciar uma unica palavra, de Viola Davis nos poucos minutos que apareceu ou até de Sandra Bullock.
"Extremamente Alto, Incrivelmente Perto" tem a capacidade de nos contar uma boa historia e de nos arrancar umas lagrimas mesmo quando sabemos que estamos a ser iludidos mas, afinal de contas, o cinema é isso mesmo. É certo que se nota, desde os primeiros minutos, a preocupação com a criação de um drama que assente nas medidas da Academia, mas isso não tem de ser necessariamente mau.
"Extremamente Alto, Incrivelmente Perto" assume-se, assim, como um dos filmes do ano e a sua visualização vale a pena, quanto mais não seja pela história.


First of all, I confess: I'm a true fan of all Stephen Daldry's work, with a career of a dozen years and only four movies, this is one of those talents that shine. His efficiency and talent are more than proven with the nominations he got by the Academy. It was in one of his movies that Nicole Kidman and Kate Winslet won an Oscar and Max Von Sydow was nominated.
"Extremely Loud, Incredibly Close" is his last work that got the nomination for best movie by the Academy. It wasn't quiete well received by the american audience but, at least, it captivated me. The best of the movie is, without a doubt, the screenplay - an amazing story that talks about the love of a son for his father, although many insist that the movie is about the 9/11. Forget that idea: As the poster itself says:" It's not a story about the 9/11. It's about the days that followed".
In "Extremely Loud, Incredibly Close" we watch to Oskar Schell (Thomas Horn), a young boy that deals with the grief of his dad's lost on the 9/11. A year after that, Oskar finds at the bottom of a blue jar that was kept in his father's closet, a key and with it, a clue: the name Black. Determined to find the locker to the key, Oskar starts a journey that reminds the games he used to play with his father, in which he meets many incredible human beings.
Thomas Horn plays amazingly Oskar Schell, a gifted teen, with a quick logic, extremely careful and capable to beat the record of most words spoken in a short period of time, given the speed in which he talks. Despite considering himself as promising, the best interpretations are secondary, like Max Von Sydow that with an awesome part, even without saying a word, Viola Davis in the few minutes she appeared or even Sandra Bullock.
"Extremely Loud, Incrdibly Close" assumes itself as one of the best movies of the year, and it's worth watching, at least for the story.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Academy Awards 2012 - Vencedores

Melhor Filme
“The Artist”

Melhor Realizador
Michel Hazanavicius, “The Artist”

Melhor Actor
Jean Dujardin, “The Artist”

Melhor Actriz
Meryl Streep, “The Iron Lady”

Melhor Actor Secundário
Christopher Plummer, “Beginners”

Melhor Actriz Secundária
Octavia Spencer, “The Help”

Melhor Argumento Original
“Midnight in Paris”

Melhor Argumento Adaptado
“The Descendants”

Melhor Fotografia
Robert Richardson, “Hugo”

Melhor Direcção Artística
“Hugo”

Melhor Maquilhagem
“The Iron Lady”

Melhor Guarda-Roupa
“The Artist”

Melhor Edição
"The Girl with the Dragon Tattoo"

Melhor Banda Sonora Original
“The Artist”

Melhor Canção Original
“Man or Muppet” – “The Muppets”

Melhor Edição de Som
“Hugo”

Melhor Mistura de Som
“Hugo”

Melhores Efeitos Visuais
“Hugo”

Melhor Filme Animado
“Rango”
 
Melhor Filme Estrangeiro
“A Separation”

Sucesso nas Apostas: 70 %

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Academy Awards 2012 - "As nossas Apostas"

Best Motion Picture of the Year

O Artista (2011): Thomas Langmann

Best Performance by an Actor in a Leading Role
Best Performance by an Actress in a Leading Role
Best Performance by an Actor in a Supporting Role
Best Performance by an Actress in a Supporting Role

Best Achievement in Directing: Michel Hazanavicius for O Artista (2011)

Best Writing, Screenplay Written Directly for the Screen: Meia-Noite em Paris (2011): Woody Allen

Best Writing, Screenplay Based on Material Previously Produced or Published


Best Animated Feature Film of the Year

Best Foreign Language Film of the Year Uma Separação (2011): Asghar Farhadi(Iran)

Best Achievement in Cinematography: O Artista (2011): Guillaume Schiffman


Best Achievement in Editing


Best Achievement in Art Direction


Best Achievement in Costume Design
Jane Eyre (2011): Michael O'Connor

Best Achievement in Makeup


Best Achievement in Music Written for Motion Pictures, Original Score


Best Achievement in Music Written for Motion Pictures, Original Song
Os Marretas (2011): Bret McKenzie("Man or Muppet")


Best Achievement in Sound Mixing
Millennium 1 - Os Homens Que Odeiam as Mulheres (2011): David Parker, Michael Best


Achievement in Sound Editing


Best Achievement in Visual Effects

Destino: Oscars - Leading actor


3 estreantes, 1 peso pesado e 1 discriminado compõe a lista dos candidatos a melhor actor.
Comecemos pelo discriminado: Brad Pitt é um dos atores mais talentosos que conheço, e as suas extraordinárias performances têm vindo a ser ignorados ano após ano pela Academia. Razão para tal: não há razão. A sua versatilidade é inquestionavel e a prova disso são os dois desempenhos que tem nos dois filmes que estreou este ano "A Arvore da Vida" e "Moneyball" (ambos nomeados para melhor filme). Este ano não vai ser excepção e a Academia não o vai premiar. Apesar de muito boa a sua performance em "Moneyball" distancia-se em muito da performance em "Fight Club" e "O Estranho Caso de Benjamin Button".
George Clooney "peso-pesado" este ano tem concorrencia da "pesada". O "cinquentão" bonito de Hollywood está duplamente nomeado: como argumentista ("Nos Idos de Março") e como actor principal pela sua performance em "Os Descendentes". A sua prestação esta excelente conferindo ao filme o valor que este tem. George é um dos favoritos mas pode causar estragos (é quase certo que vai causar estragos.)
Gary Oldman estreia-se nas lides da Academia com o seu papel de espião em "A Toupeira". A primeira nomeação de uma carreira que há muito merecia não só nomeações como um Oscar. É tão bom dizer: Academy Award Nominee Gary Oldman. Não vai ganhar pela certa mas pelo menos viu o seu trabalho reconhecido ( bastante tarde).
Jean Dujardin é o francês que não fala, (atenção ele não é mudo! o filme é que é mudo) o estreante que vai fazer tremer Clooney e quase de certeza vencer o Oscar. A performance de Jean Dujardin em "O Artista" já lhe valeu o Bafta e o Globo de Ouro e o Oscar esta a caminho.
Damián Bechir foi a verdadeira surpresa nas nomeações. O ator mexicano, que interpreta o papel de um imigrante ilegal que tenta tornar melhor a vida do filho, tem para mim a melhor performance de todos os nomeados mas, as provabilidades de ganhar são muito poucas. De qualquer dos modos a nomeação irá com toda a certeza dar um impulso na sua carreira.
O Oscar vai ser disputado por Clooney e Dujardin. A guerra só encerra quando nome for anunciado. Eu aposto em Jean Dujardin. Apesar dos favoritos à vitória se fosse membro da Academia o meu voto cairia sobre Bechir.