Magic Mike é mais do que aquilo que se espera de um filme deste tipo. Não é um musical (apesar dos números de striptease ao som de “It´s Raining Men!” serem dignos de tal e de levarem o publico feminino ao êxtase), é uma análise profunda e ao mesmo tempo suave a um mundo onde tudo tem um prazo de validade. Mike (Channing Tatum) é um stripper de sucesso que trabalha num club de strip na Florida e que um dia apresenta Adam (Pettyfer) ao seu patrão (McConaughey). Adam não demora muito a tornar-se uma estrela do club e o seu mundo muda com o acesso ao chamado dinheiro fácil e aos excessos a que este leva. Por outro lado, Mike começa a confrontar-se com a iminência do fim da sua carreira e com os sentimentos que nutre pela irmã de Adam. A cena final é inevitável para desanuviar todos os músculos e corpos oleados em tanga que se viram ao longo de todo o filme. Channing Tatum tem aqui a sua melhor interpretação até agora, num filme onde o guião é muito sólido tal como a realização do supra-versátil e imprevisível Soderbergh. O último destaque vai para a interpretação de Matthew McConaughey como Dallas, McConaughey rouba para si cada cena em que aparece num papel leviano mas sério. Há já quem fale numa possível nomeação ao Oscar e eu acredito na possibilidade, principalmente quando nos recordamos da nomeação de Melissa McCarthy num papel com contornos “semelhantes” em Bridesmaids em 2011.
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quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Magic Mike (2012)
Magic Mike é mais do que aquilo que se espera de um filme deste tipo. Não é um musical (apesar dos números de striptease ao som de “It´s Raining Men!” serem dignos de tal e de levarem o publico feminino ao êxtase), é uma análise profunda e ao mesmo tempo suave a um mundo onde tudo tem um prazo de validade. Mike (Channing Tatum) é um stripper de sucesso que trabalha num club de strip na Florida e que um dia apresenta Adam (Pettyfer) ao seu patrão (McConaughey). Adam não demora muito a tornar-se uma estrela do club e o seu mundo muda com o acesso ao chamado dinheiro fácil e aos excessos a que este leva. Por outro lado, Mike começa a confrontar-se com a iminência do fim da sua carreira e com os sentimentos que nutre pela irmã de Adam. A cena final é inevitável para desanuviar todos os músculos e corpos oleados em tanga que se viram ao longo de todo o filme. Channing Tatum tem aqui a sua melhor interpretação até agora, num filme onde o guião é muito sólido tal como a realização do supra-versátil e imprevisível Soderbergh. O último destaque vai para a interpretação de Matthew McConaughey como Dallas, McConaughey rouba para si cada cena em que aparece num papel leviano mas sério. Há já quem fale numa possível nomeação ao Oscar e eu acredito na possibilidade, principalmente quando nos recordamos da nomeação de Melissa McCarthy num papel com contornos “semelhantes” em Bridesmaids em 2011.
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